domingo, 7 de fevereiro de 2021

A infantilidade de dizer “BOM DIA”


Depois de nos últimos dias, termos sido bombardeados com notícias sobre as várias trapalhadas que vão acontecendo um pouco por todo o lado, onde políticos “espertos” vão torneando as regras, tendo o desplante de dizer que  devem ser prioritários na toma da vacina porque o que está em causa não são as pessoas, mas o de “assegurar a autonomia do estado”. “Tá bem! Tá bem!!!”, estamos todos a ver…

Às explicações da direita e da esquerda sobre a eventual ameaça do “Chega”, quando me parece que se realmente existir alguma ameaça, a responsabilidade é naturalmente dos políticos que não conseguiram convencer todos aqueles que votaram no “Chega”. Também temos as confusões da campanha de vacinação. Para uns está a correr normalmente e para outros, uma desgraça. Às vezes faltam as vacinas, outras as seringas e algumas ocasiões os enfermeiros. Estamos sinceramente a ficar fartos e a perder a esperança nesta luz que parecíamos estar a ver ao longe.

 Hoje, mais uma vez, depois de ler a entrevista da ministra da saúde, Marta Temido, na Visão, voltei a desanimar. Fico com a sensação que as coisas infelizmente não estão nada “controladas”. Logo eu, que no início desta campanha de vacinação estava com tanta esperança (escrevi um artigo no meu Blog - Embora ainda não esteja tudo resolvido, a esperança é real).

Como habitualmente, fui fazer a minha corrida matinal. Apesar das rotinas se tornarem diferentes, não posso deixar este hábito que me faz tão bem.

 Fui correr no local habitual, tendo-me cruzado com dezenas de pessoas. Fui ultrapassado por muitos e também ultrapassei uns quantos, mas poucos. Havia poucos conhecidos, e a esses o normal levantar o braço e um piropo próprio deste desporto, “- vais forte”, “- tás fraquinho”, etc…

Como tenho corrido pouco, ando mesmo mais fraco e muito mais lento. Naturalmente tem vantagens, conseguimos apreciar melhor tudo o que nos rodeia. Entretanto passou por mim uma senhora de bicicleta, nada de especial, fez como dezenas de pessoas, “NADA”. Atrás, primeiro um menino de bicicleta, ultrapassou-me, olhou para mim e com um sorriso, disse-me “BOM DIA”, maravilhoso… Poucos segundos depois, passou outro menino, esse ainda mais pequeno, não mais de 6 anos, olhou para mim e também com um grande sorriso, me disse “BOM DIA!”

 Nunca tinha visto estes meninos, e eles com certeza também nunca me tinham visto, é a verdadeira infantilidade que nos falta a nós adultos na maioria das vezes.

 Meus amigos, afinal isto não está tudo mal, com a infantilidade que nos deve acompanhar, UM BOM DIA PARA TODOS!

Vitor Carvalho  

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