segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

EMBORA AINDA NÃO ESTEJA TUDO RESOLVIDO, a ESPERANÇA É REAL!

 


2020 foi um ano difícil para muitos de nós, foi mesmo, mesmo muito difícil.

ELOGIO e FELICITO em jeito de homenagem, todos aqueles que nestes meses nunca ficaram em casa, desde os profissionais de saúde, aos profissionais dos lares, das forças de segurança, os ferroviários, os elementos da distribuição, dos supermercados, das farmácias e muitos outros chamados da linha da frente, que asseguraram sempre com enorme dedicação e sentido de missão os serviços críticos do país.

ESSES FORAM OS VERDADEIROS HERÓIS DE 2020.

Quando desejei aos amigos, um bom 2020, nunca imaginei que iriamos viver uma pandemia desta natureza, onde aconteceriam tantas mortes, tantas privações, tantas incertezas, tantos medos, nunca imaginei….

Em Janeiro e Fevereiro ainda tínhamos alguns sonhos… mas rapidamente tudo mudou.

Foram tempos particularmente custosos, onde vivemos num clima de medo e ansiedade permanentes. Estivemos presos em casa, privados do convívio da família e dos amigos, privados de hábitos que julgávamos adquiridos, foi um período onde muitos perderam os seus empregos e rendimentos, onde muitos morreram, outros ficaram doentes, alguns com gravidade, foi sempre um tempo de muito receio e incerteza...

Nunca, nem nos piores sonhos supus ver o mundo desta forma.

Agora, chegou a ESPERANÇA, essa VACINA que nos poderá libertar. Veio criar-me a incrível sensação do que poderão ter sentido alguns povos quando se libertaram de regimes opressivos. – Vem aí a liberdade!

A genialidade dos cientistas, conjugado com os esforços globais únicos, permitiu o desenvolvimento em tempo recorde desta vacina, que parece milagrosa.

Foi na verdade um grande feito cientifico…

Esses CIENTISTAS TAMBÉM FORAM OS HERÓIS DE 2020.

Esperamos todos que 2021, agora sim, COM UMA ESPERANÇA REAL, seja o MELHOR DE TODOS que vivemos até hoje.

 Vitor Carvalho

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

NATAL SEM OS AMIGOS...




 


Olá caros amigos! Desculpem ser desta forma e não como era habitual, estar presente e com abraços, mas as circunstancias não nos permitem fazer de outra forma…

Sinto-me estranho, uma vez que sou muito agarrado aos amigos e agora não vamos poder organizar a habitual festa,  abraçar-vos e desejar-vos a todos pessoalmente um Feliz Natal.

Nós, que antes estávamos habituados a constantes convívios, hoje apenas utilizamos o WhatsApp, para pequenas conversas, partilhas, brincadeiras, anedotas, etc, acabamos por sentir ainda mais esta “distância”.

Embora toda esta mudança na nossa forma de viver, não podemos perder estes laços que nos unem há muitos anos, e aproveitar para dizer a cada um a importância que temos na vida uns dos outros.

Neste Natal diferente, onde não vamos poder partilhar muitos afetos, desejo especialmente, que todos possamos estar com o coração junto dos nossos familiares e amigos, fazendo votos para que 2021 seja repleto de SAÚDE, que consigamos viver grandes momentos e que seja o MELHOR DE TODOS.


Vitor Carvalho

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

O DRAMA da CULTURA e das ARTES em TEMPO de PANDEMIA


 Nesta longa e difícil batalha contra a pandemia, onde vários segmentos da vida quotidiana estão a ser muitíssimo afetados, tenho dado por vezes comigo a pensar nos agentes da Cultura e das Artes, que nestes tempos tão difíceis e “esquisitos”, estão privados de exercer a sua atividade.

Pensamos bastantes vezes nas inúmeras dificuldades sentidas pelos agentes da restauração, do turismo, do comércio, etc, mas tal como eu, com certeza que muitos de comuns cidadãos, nos esquecemos invariavelmente dos homens e das mulheres associadas às atividades culturais…

Como estarão eles a sobreviver?

Essas mulheres e esses homens MÁGICOS, que nos fazem rir, chorar, sonhar, pensar, conseguindo até por vezes levar-nos para outras dimensões, estão sem trabalho, sem dinheiro, sem alegria e sem perspetiva de melhores dias, estando em risco não só a sua sobrevivência, mas podendo mesmo colocar em risco a continuidade cultural de algumas áreas.

Diz-se que a grandeza de um povo, está muitas vezes associada ao seu nível cultural e há forma como sabe lidar, conhece e vive a sua identidade cultural.

Este é um texto em género de reflexão, homenagem e SOS de um comum cidadão…

Não deixem morrer algumas áreas culturais que muitas vezes nos ajudam a sobreviver….


Vitor Carvalho

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

O Drama de quem espera ansioso a visita de um filho….


Um destes dias almoçava em família num restaurante à beira tejo, junto a uma praia fluvial bem perto de mim…

 As grandes vidraças do restaurante permitiam-me ver a praia, a água estava ali muito perto… um idoso sentado numa cadeira, já dentro de água, com as pequenas ondas a batem-lhe nas pernas, apresentava uma expressão de felicidade e de alegria, parecendo uma pequena criança nas suas primeiras brincadeiras de praia. Ao lado, um adulto, tudo parecia ser o filho, tal o carinho e a proximidade que tratava este “velho”.

 

Esta imagem deixou-me particularmente impressionado, até de alguma forma emocionado perante o que estava a ver. Fiquei com uma vontade enorme de ir felicitar aquele FILHO.

 

Falando nesta geração que conheço melhor, verifico que a grande maioria dos pais fizeram um esforço enorme, por vezes com grandes sacrifícios pessoais para dar aos filhos todas as condições, nomeadamente dar-lhes tudo aquilo que não tiveram oportunidade enquanto crianças e jovens.

 

Trataram os filhos ao longo dos anos como verdadeiros príncipes e princesas, ajudando ainda em muitos casos a criar os netos.

 

Sacrificaram-se muito para que os filhos chegassem a "doutores" e "engenheiros", abdicando por vezes de viver de forma mais confortável para que estes pudessem estudar e vir a ter um emprego com futuro…

 

Sou de uma geração e pertenço a uma franja da população em que os pais tinham poucos recursos, por isso ainda maior foi o sacrifício, alguns criando vários filhos e onde por vezes ainda tomavam conta dos seus progenitores (a sociedade via isso como um rumo de vida natural).

 

Verificamos hoje, que um grupo significativo de PAIS (hoje avós) dessa geração foi literalmente atirada para lares. Também temos que ser verdadeiros e justos, o nosso estado ao longo dos anos também fez muito pouco para permitir que os filhos possam tomar conta dos pais num ambiente familiar, aliás como estes naturalmente deveriam ter todo o direito.

 

Estes avós, agora já sem forças, velhos, muitas vezes doentes, sem mobilidade, sem vitalidade, sozinhos, tristes, esperam ansiosos nos lares pela visita dos seus meninos…

 

A Pandemia tem “ajudado” muitos filhos a não ter peso na consciência, uma vez que estando as visitas dos lares proibidas, ou muito restritas, é muito fácil dizer - “não posso fazer nada”.

 

Este drama deve fazer-nos refletir sobre o futuro e esforçarmo-nos por educarmos os nosso filhos, não apenas no plano académico e moral, mas muito em particular com base nos valores dos reconhecimento e da gratidão.

 

QUE SORTE TEVE AQUELE PAI!



Vitor Carvalho

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

A celebração da Procissão em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem em tempo de Pandemia..





A FESTA DA MOITA é celebrada há mais de 300 anos…. Tendo como origem a devoção dos Marítimos a Nossa Senhora.

 Neste período, normalmente costumamos ser visitados por mais de meio milhão de pessoas. Não há dúvidas, GRANDIOSO.

Este ano, em momento particularmente difícil para todos nós, que vivemos com a sombra diabólica de um Vírus que nos atormenta, muita coisa não vai ser igual, MAS NÃO podemos deixar de assinalar o momento, embora perseguidos pelos naturais receios e mesmo com redobrados cuidados.

 A Procissão em Honra de Nossa senhora da Boa Viagem é sem dúvida o momento ALTO e SIGNIFICATIVO para as festas e para milhares de pessoas, os da terra e os muitos que nos visitam. Este ano, infelizmente vai ser diferente, não vamos poder acompanha-la de perto como habitualmente o fazemos.

 Embora tudo isto, TEMOS QUE ASSINALAR E MANTER VIVA A HISTÓRIA, mesmo que seja de forma simbólica, mas com a TRADIÇÃO E O BAIRRISMO que a nós "Moiteiros" tanto nos carateriza.

  Este ano, a Nossa Senhora da Boa Viagem vai ser transportada pelas ruas, avenidas e praças da Moita num carro dos Bombeiros Voluntários da Moita, preparado para o efeito.

Seria bonito, assistirmos nas nossas casas, ENGALANANDO VARANDAS E JANELAS, ou mesmo nas ruas, salvaguardando as devidas distâncias sociais, a passagem da NOSSA SENHORA da BOA VIAGEM.

Vamos aproveitar o momento para pedirmos que nos guarde e livre destes momentos difíceis, agradecendo a sua intercessão por um futuro livre destas terríveis ameaças.

Deixo então aqui um grande desafio: VAMOS ACOMPANHAR A PASSAGEM DA NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM, ENGALANANDO AS NOSSAS VARANDAS, AS NOSSAS PORTAS, AS NOSSAS RUAS…..


*** junto mapa com o percurso da Procissão da nossa senhora da Boa Viagem no dia 13 de Setembro 2020





 









terça-feira, 1 de setembro de 2020

Eu já aderi e instalei a Aplicação STAYAWAY Covid no meu telemóvel!



Eu já aderi e instalei a Aplicação STAYAWAY Covid no meu telemóvel!

Trata-se de uma APP que pretende auxiliar-nos no rastreio da Covid – 19. 

A Aplicação permite que cada um de nós possa ser informado se esteve exposto (risco elevado) à doença. Considera-se risco elevado, está assim parametrizada, nas situações de contacto com alguém infetado, a menos de 2 metros e por um período superior a 15 minutos.  

Se alguém de quem estivemos perigosamente próximo nos últimos 14 dias for diagnosticado Covid – 19 e esse utilizador informou o sistema (registou na Aplicação) através de um código fornecido pelo médico, somos avisados de imediato, sugerindo que nos isolemos e contactemos a Linha SNS 24. 

É importante referir, quem receber um alerta de contágio, não significa que está infetado. 

Outra informação relevante, nunca saberemos quem foi esse contacto positivo. 

Uma vez que esta informação será partilhada através dos telemóveis, só será eficaz se todos os telemóveis tiverem a Aplicação instalada e os utilizadores registarem o eventual resultado positivo do teste de diagnóstico.  

Algumas entidades apresentam reservas nesta Aplicação, nomeadamente ao nível dos precedentes, ao permitir que as grandes tecnológicas possam vir a ter no futuro um papel demasiado central na definição dos protocolos de saúde pública, uma vez que a Stayaway recorre a componentes dos sistemas operativos dos telemóveis desenvolvidos e controlados pela Apple e pela Google. 

Mesmo perante estes riscos e eventualmente outros que possam residir na privacidade de cada um, enquanto não existir um medicamento ou uma vacina eficaz, parece-me que será positivo e mesmo um dever de cada um, utilizarmos todos os meios para tentarmos travar a propagação descontrolada da epidemia.


Instala também a APP STAYAWAY Covid no teu telemóvel.

 

Vitor Carvalho

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

O efeito Moita Running...




A história inicia-se com um grupo de desconhecidos mas com algo em comum, adoram fazer desporto, em especial caminhar e correr…

A aventura começou já lá vão praticamente 3 anos, mesmo com uma pandemia pelo meio, que obrigou à sua suspensão por cerca de 6 meses, vamos ver se fica por aqui.

 Mesmo com esta abrupta e inesperada paragem, não perdemos a génese que esteve na sua origem, ou seja a LIBERDADE DE CORRER OU CAMINHAR AO AR LIVRE e em grupo.

 O Grupo tornou-se num pequeno fenómeno social, onde já passaram e vão passando dezenas de “amigos”, muitos deles acabam por sentir aqui, que o desporto também lhes pode trazer pequenos prazeres de vida.

 Este fenómeno social não é apenas para aqueles que estão fisicamente connosco, temos histórias que nos vão chegando, de pessoas que não nos conhecem de lado nenhum, não vivem nesta zona nem mesmo em Portugal, nunca nos viram pessoalmente, nunca falaram connosco, também não gostavam muito de correr ou caminhar, mas que o NOSSO ESPIRITO E O NOSSO ENTUSIASMO serviram de incentivo para iniciarem a prática desportiva. QUE BOM OUVIRMOS ISTO!

Tenho a certeza que existem muitos grupos que também se reveem e contribuem para este fenómeno.

 O Facebook também tem “coisas boas”…

 Queremos continuar com esta liberdade, continuar a sentir esta brisa ribeirinha no rosto, continuar a ver este magnifico pôr do sol, continuar a apreciar as estrelas e o silêncio, interrompido apenas pelo ruido das passadas e da respiração, e PRINCIPALMENTE continuar a influenciar tantos e tantos a praticarem este desporto de ar livre maravilhoso.

O espirito e o efeito Moita Running é este…

BOAS CAMINHADAS E BOAS CORRIDAS PARA TODOS!


Vitor Carvalho

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Grito de socorro por Cabo Delgado - Temos uma responsabilidade moral!

CABO DELGADO… Já ouviram falar?

 

Cabo Delgado é uma província do norte de Moçambique, banhada pelo oceano indico, sendo a sua capital Pemba, antiga Porto Amélia, que com certeza muitos ainda se lembram.

 

Esta província tem ou tinha mais de 2 milhões de habitantes.

 

Tentem comparar esta província com o distrito de Lisboa, com um número idêntico de população. Enorme não é?

 

Cabo Delgado tem feito ultimamente parte das noticias mais tristes que nos vão chegando.

 

Desde há cerca de 3 anos, no entanto agora com mais intensidade e terror, que se estão a verificar ataques terroristas naquela zona, reivindicados por grupos radicais Islâmicos, provocando para além do medo e da insegurança, uma crise humanitária gigantesca na região.

 

Parece-me que a febre da exploração dos recursos naturais, como os diamantes e o gás natural está mais uma vez a fazer das suas…

 

Já morreram cerca de 1000 pessoas, mais de 250 000 deslocados que largaram tudo (nº idêntico à população da Madeira ou dos Açores), EM ESPECIAL CRISTÃOS, sim, porque estes estão a ser os principais alvos destes grupos, estimando-se que existem mais de 700 000 pessoas a necessitar de ajuda. Estão a imaginar esta situação num pais que já é dos mais pobres do mundo?

 

Contra todas as adversidades e medos, os sacerdotes e as religiosas são dos poucos que continuam no terreno, a apoiar a população. Alguém dizia: “… são padres e freiras que não têm qualquer tipo de rendimento e estão em dedicação total ao seu povo e ao trabalho pastoral, se é que este é possível…”.

 

Naquele local, antes maravilhoso existia uma população alegre, mas tudo mudou nos últimos 3 anos, hoje choram de tristeza, fugindo sem saber para onde.

 

Portugal tem naturalmente algumas responsabilidades morais com aquele povo. É um povo que reza em português, fala em português, não se pode fingir que não sabemos de nada.

 

Faço este artigo, juntando-me a tantos outros, como por exemplo o Papa Francisco, no sentido de ser mais um que dá um grito de socorro por esta região, à qual também estou ligado por laços sentimentais.

 

Sou natural de Moçambique.

Vitor Carvalho

domingo, 2 de agosto de 2020

Minha LINDA Princesa, mais pequena…


É verdade, já nos sentíamos “velhos”, mas Deus planeou que assim fosse, apareceu a Teresinha…

 O choque inicial foi enorme, já tínhamos o esquema de vida planeado em função das idades da Marta e do Diogo…  muita coisa ia mudar.

 Bem, toda esta preocupação e mesmo algum “incómodo”, rapidamente se transformou numa grande alegria e numa espera ansiosa pelo seu nascimento.

Os irmãos com 13 e 9 anos, numa fase inicial também ficaram muito surpreendidos com a noticia do bebé que vinha a caminho, não acharam muita piada…, mais um irmão???? Agora???  É menino??? É menina???

Não demorou muito tempo, passados poucos dias após a noticia, começaram a entender melhor, ficando muito felizes, juntando-se à alegria e entusiasmo da restante família e dos amigos.

Aqueles meses que se seguiram, desde da noticia da gravidez e depois de alguns testes entretanto realizados, até ao seu nascimento, foram vividos num misto de alegria e de ansiedade. Foi mesmo com muita ansiedade que fomos TODOS esperando, só mesmo os amigos mais próximos sabem do que falo…

Havia que reajustar e reorganizar toda a nossa vida, desde a casa, os passeios, os miúdos,  a diminuição dos tempos livres, o dia a dia, etc, etc.

Parece que foi ontem que tudo isto aconteceu, mas já faz hoje 14 anos, como o tempo voou.

Nasceu muito pequenina, magrinha, cabia quase na palma da mão, bonitinha e muito calminha. 

Como tem crescido, hoje é uma menina linda, bem educada, amiga, muito tranquila, ouve mais do que fala, sempre disponível, no entanto com alguns privilégios que os irmãos não tiveram, ah, ah, ah… sendo agora a menina da mamã e do papá, mas também a nossa grande companhia.

Ainda não sabe bem o quer ser no futuro, mas isso são só as opções profissionais. Nós queremos é que continues a ser uma menina doce, bem educada, com valores, com caráter e que lutes sempre pelos teus SONHOS.

Que Deus te ilumine o caminho!

De tudo o que a vida nos tem dado, esta menina foi das melhores coisas que nos podia ter acontecido. Somos uns pais e irmãos babados…

 Parabéns minha linda princesa! Amamos-te  MUITO!

Papá

quarta-feira, 29 de julho de 2020

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Desconfinamento...viver de forma natural num ambiente não natural...




Apesar do desconfinamento, o desafio continua! 

Se no inicio o receio era como gerir o medo, a ansiedade e os elevados níveis de stress associados à “bomba” que nos caiu em cima, agora o desafio passa a ser como vamos voltar a um "novo" normal. 

O isolamento não poderia ser eterno naturalmente, isso poderia salvar-nos do vírus, mas com certeza não nos salvaria do desemprego e do caos social. 

A economia está a obrigar-nos a desconfinar, mas teremos que o fazer com muito cuidado e responsabilidade. 

A falsa sensação de alivio motivado pelo aligeirar das medidas, pode levar-nos a “cair” numa leveza de comportamentos e desvalorizarmos alguns cuidados básicos, que poderão ser fatais relativamente ao futuro. 

Passados alguns meses voltei ao trabalho presencial, os heróis foram aqueles que nunca deixaram de estar presentes na primeira linha, com muitas cautelas é verdade, mas também com alguma ansiedade e receios que julgo naturais, obrigando-me a cuidados redobrados, tentando contrariar algum movimento de normalidade que vou sentindo à minha volta. 

Trata-se de aparente normalidade, mas com muitas restrições… A rotina, embora possa parecer a mesma, já não o é. Temos que aprender a viver com estas limitações e diferenças relativamente ao passado, as máscaras, os desinfetantes, o evitar “tocar”, as ruas e os lugares mais vazios, o receio permanente de eventual contágio, a revolta perante cenários de falta de responsabilidade de muitos, etc, etc… 

Estou a adaptar-me, embora com alguma dificuldade e certos receios, vou criando em mim e ajudando a criar mais responsabilidade social naqueles que me rodeiam. Estou também a interiorizar novos hábitos, como por exemplo, andar sempre de máscara, desinfetar constantemente as mãos, enfim, aprender a viver de forma natural num ambiente não natural. 

Alguém dizia, com o qual estou inteiramente de acordo, a cidadania informada e comprometida, é talvez a grande arma das sociedades onde vivemos.

 O DESAFIO CONTINUA….


Vítor Carvalho

terça-feira, 19 de maio de 2020

Covid-19 - Vocês não ficaram em casa!





(mensagem de reconhecimento e esperança aos colaboradores)


Continuamos a reagir de forma positiva a este desafio, que embora muito difícil, tem sido de aprendizagem, de estímulos diários, de esforço, mas também de preocupações, connosco, com os colegas, com a família, com os amigos, etc…


Apesar de tudo isto, vocês têm reagido de forma exemplar, foram SEMPRE SAINDO DE CASA para trabalhar… não sendo demais dizer, que o bom desempenho está a ser possível porque são bons profissionais, gostam muito do Vosso trabalho e são profundamente responsáveis.


Como temos vindo a perceber, o caminho vai ser longo, não vai ser fácil, vão surgir percalços, mas só podemos ir ultrapassando os obstáculos do dia a dia, se nos mantivermos, unidos, responsáveis, atentos, pacientes e disponíveis. 


Esta pandemia ainda não acabou, por isso vamos juntos continuar o DESAFIO... Mas tenho a ESPERANÇA que esta fase difícil VAI PASSAR!


Quero deixar um cumprimento pessoal e profissional por tudo o que têm feito, e desejar-vos a TODOS a melhor SAÚDE e continuação de bom trabalho.


Vitor Carvalho



quarta-feira, 29 de abril de 2020

A influência da Pandemia na minha/nossa vida


Este inimigo invisível entrou nas nossas vidas de forma rápida, inesperada  e com um impacto de tal forma agressivo, que nos deixou praticamente sem respiração… 

Segundo os especialistas, esta crise sanitária será um dos maiores desafios das nossas vidas. 

Tudo mudou em apenas algumas semanas ou mesmo dias. Todos vivíamos a um ritmo muito acelerado, muito ocupados, muito consumistas, sem tempo para parar e de repente, o mundo parou e paramos nós também. 

Agora todos temos medo, escondemo-nos uns dos outros, resguardamo-nos em casa, existe um enorme temor ao vírus, mas também à receção económica que vai com certeza resultar desta batalha que se prevê longa.  

Esta incerteza relativamente ao futuro mata-nos… deixa-nos angustiados, tristes, ansiosos, cheios de incertezas… 

Eu pessoalmente comecei com o teletrabalho, embora reconheça que não é a mesma coisa, está a resultar melhor que a expectativa inicial, a minha mulher, embora mantenha o ritmo habitual de trabalho, sente-se muito preocupada naturalmente, as minhas filhas passam o dia em casa, uma com aulas online do colégio, a outra saindo apenas para as urgências da clínica. O meu filho já não o vejo presencialmente à muito tempo, está recolhido no seminário, vamos ver até quando, é aquilo que chamo muitas vezes, SAUDADE DOCE… 

Eu deixei de correr, deixei de conviver com os meus amigos, uma coisa que fazíamos muitas vezes. Agora vamos interagindo através do WhatsApp ou através de ligações de videochamadas, pelo menos para nos vermos.

Já não vou a restaurantes, já não sei o que é sentar-me numa esplanada, não vou passear, não vou a uma sala de cinema, a Missa é assistida em casa através dos meios digitais, ando de máscara, ando sempre a desinfetar as mãos, MAS COMO TUDO MUDOU…  

Temos um enorme desafio pela frente!
Sabendo-se que é um problema global, acredito que seja mais fácil unir esforços e quero admitir que é possível VENCER e olhar o futuro com ESPERANÇA…

 

Vitor Carvalho

segunda-feira, 2 de março de 2020

Tempo de Quaresma



Ao fim de um longo jejum relativamente à escrita, escrevo esta pequena reflexão. 

Ontem, eu e a Miducha tivemos oportunidade de vivenciar no Seminário dos Olivais, juntamente com outros pais de seminaristas, um excelente tempo de preparação para a Quaresma. 

Para além de outras temáticas, esta preparação foi feita à volta da forma como vivemos as vocações, desde a do Diogo, enquanto seminarista, da minha, da Miducha, enquanto marido/esposa, profissionais, na relação com os outros, etc, a da Marta e da Teresinha, uma numa fase da vida mais séria e outra ainda na adolescência. 

Estas pausas na correria do dia a dia, para além de nos obrigarem a refletir, ajudam-nos a arrumar e a perceber exatamente o que Deus quer de nós. Apesar de muitas vezes não seguirmos aquilo que Deus nos tinha reservado (vocação), não correspondermos aos Seus desejos, Ele reajusta-Se e reorienta-Se para nos acompanhar no caminho que seguirmos. 

Em resumo, se nos orientarmos em função de Deus, qualquer que seja o nosso percurso, Ele vai torná-lo abençoado, quer sempre livrar-nos do mal e proporcionar-nos o bem. 

A Quaresma coloca-nos diante deste desafio: - Aproveitar a oportunidade para construirmos ou reconstruirmos a vida em Deus, uma vez só assim será possível encontramos na nossa felicidade.  

Cá em casa vamos aproveitar este tempo para nos aproximarmos MAIS, amarmo-nos MAIS, sermos MAIS tolerantes, ajudarmos MAIS o outro, rezarmos MAIS(todos juntos), pedirmos perdão e agradecermos MAIS pelas graças que nos vão acontecendo.

  

Vitor Carvalho

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Carta de D. Alvaro Del Portillo


Caros amigos,
  a carta que o Santo Padre enviou a D. Javier Echevarría no passado sábado, pela
Vale a pena lerem, de uma humildade assin
Querido irmão:

A beatificação do servo de Deus Álvaro del Portillo, fiel colaborador e primeiro sucessor de São Josemaria Escrivá à frente do Opus Dei, representa um momento de especial alegria para todos os fiéis dessa Prelazia, bem como para ti, que durante tanto tempo foste testemunha do seu amor a Deus e aos demais, da sua fidelidade à Igreja e à sua vocação. Eu também desejo unir-me à vossa alegria e dar graças a Deus que embeleza o rosto da Igreja com a santidade dos seus filhos.

A sua beatificação terá lugar em Madrid, cidade em que nasceu e na qual transcorreu sua infância e juventude, com uma existência forjada na simplicidade da vida familiar, na amizade e no serviço aos outros, como quando percorria os bairros para ajudar na formação humana e cristã de tantas pessoas necessitadas. E nessa cidade teve lugar sobretudo o acontecimento que selou definitivamente o rumo da sua vida: o encontro com São Josemaria Escrivá, de quem aprendeu a enamorar-se cada dia mais de Cristo. Sim, enamorar-se de Cristo. Este é o caminho de santidade que todo cristão deve percorrer: deixar-se amar pelo Senhor, abrir o coração ao seu amor e permitir que seja Ele quem dirija a nossa vida.

Gosto de recordar a jaculatória que o servo de Deus costumava repetir com frequência, especialmente nas comemorações e nos aniversários pessoais: “obrigado, perdão, ajuda-me mais!”. São palavras que nos aproximam da realidade da sua vida interior e do seu trato com o Senhor, e que também podem ajudar-nos a nós a dar um novo impulso à nossa própria vida cristã.

Em primeiro lugar, obrigado. É a reação imediata e espontânea que a alma sente perante a bondade de Deus. Não poderia ser de outro modo pois Ele sempre nos precede. Por muito que nos esforcemos, seu amor chega sempre antes, nos toca e acaricia primeiro, nos antecede sempre. Álvaro del Portillo era consciente dos muitos dons que Deus lhe concedeu, e dava graças a Deus por essa manifestação de amor paterno. Mas não ficou nisso; o reconhecimento do amor do Senhor despertou no seu coração desejos de segui-lo com maior entrega e generosidade, e de viver uma vida de humilde serviço aos demais. Destacava-se especialmente o seu amor à Igreja, esposa de Cristo, à qual serviu com um coração despojado de interesses mundanos, longe da discórdia, acolhedor para com todos e buscando sempre o lado positivo nos demais, o que une, o que constrói. Nunca uma queixa ou crítica, nem sequer nos momentos especialmente difíceis, quando, como aprendeu de São Josemaria, respondia sempre com a oração, o perdão, a compreensão, a caridade sincera.

Perdão. Frequentemente manifestava que se via diante de Deus com as mãos vazias, incapaz de corresponder a tanta generosidade. Mas a confissão da pobreza humana não é fruto da desesperança, mas de um confiado abandono em Deus, que é Pai. É abrir-se à sua misericórdia, ao seu amor capaz de regenerar a nossa vida. Um amor que não nos humilha, nem nos afunda no abismo da culpa, mas que nos abraça, nos levanta da nossa prostração e nos faz caminhar com mais determinação e alegria. O servo de Deus Álvaro sabia da necessidade que temos da misericórdia divina e dedicou muitas energias pessoais para animar as pessoas com quem se relacionava a se aproximarem do sacramento da confissão, sacramento da alegria. Como é importante sentir a ternura do amor de Deus e descobrir que ainda há tempo para amar.

Ajuda-me mais. Sim, o Senhor não nos abandona nunca, sempre está ao nosso lado, caminha connosco e cada dia espera de nós um novo amor. A sua graça não nos faltará, e com a sua ajuda podemos levar o seu nome ao mundo inteiro. No coração do novo beato pulsava o afã de levar a Boa Nova a todos os corações. Por isso percorreu muitos países fomentando projetos de evangelização, sem reparar nas dificuldades, movido pelo seu amor a Deus e aos irmãos. Quem está muito unido a Deus sabe estar muito perto dos homens. A primeira condição para lhes anunciar a Cristo é amá-los, porque Cristo já os ama antes. É preciso sair dos nossos egoísmos e comodidades e ir ao encontro dos nossos irmãos. É ali que o Senhor nos espera. Não podemos ficar com a fé só para nós mesmos, é um dom que recebemos para doar e compartilhar com os demais.

Obrigado, perdão, ajuda-me! Nessas palavras expressa-se a tensão de uma existência centrada em Deus. De alguém que foi tocado pelo maior Amor e vive totalmente desse amor. De alguém que, mesmo experimentando as suas fraquezas e limitações humanas, confia na misericórdia do Senhor e quer que todos os homens, seus irmãos, também a experimentem.

Querido irmão, o beato Álvaro del Portillo envia-nos uma mensagem muito clara, diz-nos que confiemos no Senhor, que Ele é nosso irmão, nosso amigo que nunca nos dececiona e que sempre está ao nosso lado. Anima-nos a não termos medo de ir contra a corrente e de sofrer por anunciar ao Evangelho. Além disso, nos ensina que na simplicidade e quotidianidade da nossa vida podemos encontrar um caminho seguro de santidade.

Peço, por favor, a todos os fiéis da Prelazia, sacerdotes e leigos, bem como a todos os que participam das suas atividades, que rezem por mim, ao mesmo tempo que lhes envio a Bênção Apostólica.

Que Jesus os abençoe e que a Virgem Santa os proteja.

Fraternalmente,

Franciscus
 

 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A cura rápida, perfeita e permanente desta criança foi um milagre de Deus!



Por sugestão de um amigo li há uns anos a biografia de D. Álvaro Del Portillo, escrita por Mons. Hugo de Azevedo, chama-se “Missão Cumprida”. Um livro onde se realça a sua grandeza espiritual e força pessoal.

Quando o fiz nada me fazia prever que tão em breve este Bispo viesse a ser Beatificado.

Mais curioso, ontem fui convidado por um amigo a assistir à sua beatificação no dia 27 de Setembro em Madrid.

Existem numerosos favores de natureza espiritual e material, nomeadamente curas atribuídas à sua intercessão. É neste contexto que quero partilhar convosco um milagre particular que lhe é atribuído, e que mereceu da Congregação das Causas dos Santos as provas para a sua beatificação.


A cura deste menino chamado José Ignácio.

(Um pequeno resumo) 

Criança nascida em 10 de Julho de 2003, com uma malformação congénita nos dois hemisférios do cérebro, devido a uma desordem de migração neural, uma cardiopatia congénita e um onfalocele. Situação muito grave a nível neurológico e cardíaco.

Nos primeiros dias de vida o bebé sofreu repetidas lesões cerebrais e paragens cardíacas.

Diz a mãe – Os médicos já o davam como morto, mas quando começaram a desistir o coração do José Ignácio voltou a bater….

                - A hemorragia foi extensíssima… Fomos vê-lo e estava com uma cor fantasmagórica, que nos afligiu muito, explicaram-nos que era por causa da falta de oxigénio …

                - Rezamos intensamente durante todo o dia….

               - No dia seguinte, logo de manhã, fomos informados que o José Ignácio tinha passado bem a noite….

               - O médico confirmou-me que nunca pensou que ele sobrevivesse, foi uma coisa surpreendente, sem explicação ao nível da medicina.


Hoje José Ignácio tem 11 anos e tem uma vida normal igual às crianças da sua idade.


A cura rápida, perfeita e permanente desta criança foi um milagre de Deus!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O desemprego é terrível!



É terrível em várias vertentes, ao nível social, ao nível familiar, mas também muito ao nível da autoestima pessoal.

O Santo Padre disse recentemente – “não levar pão para casa é perder a dignidade”.

Um destes dias em conversa com um amigo que infelizmente passa por esse drama pessoal, dizia-me quase desesperado – “não sei se aguento muito mais tempo assim”. Imaginem como fiquei?
 
Nós que felizmente temos emprego passa-nos um pouco ao lado este enorme tormento dos nossos dias.
 
Diz o governo de Portugal, a taxa de desemprego baixou alguns pontos decimais, passando de 14,6% para 14,3%. Bem, não deixa de ser positivo é verdade, mas dito desta maneira parece-nos tudo muito bem.

Mas por trás destes números, estará com certeza muita infelicidade, muita angústia, muito desespero, quantas e quantas famílias, quantos e quantos homens e mulheres estarão em sofrimento?

Era esta reflexão que queria deixar aos meus amigos, para pensarmos e pelo menos rezarmos por estas milhares de pessoas que nos vamos cruzando todos os dias, mas que muitas vezes não imaginamos o drama que está por trás.
 
É muito difícil criar um lar alegre e luminoso com o desemprego na família.
 
Queria deixar uma mensagem de esperança e coragem aos meus amigos que estão a atravessar uma situação desta natureza, NÃO PODEM DESISTIR!
 
Todos temos uma boa estrela, uma luz que nos acompanha, mas só verdadeiramente a vê quem nela acredita! O verdadeiro Cristão tem a responsabilidade de acreditar nessa estrela.

 
Vitor Carvalho

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A LIÇÃO...


 
No passado fim de semana encontramo-nos com uma amiga que já não víamos a algum tempo. Depois dos cumprimentos e das conversas de ocasião, confidenciou-nos que tem estado bastante doente.

A doença é grave, apesar de aparentemente não deixar transparecer praticamente nada, continua muito viva, alegre, irradiando energia e boa disposição.

Tudo isto tem ainda mais relevo, uma vez que é profissional de saúde, detendo melhor que ninguém plena consciência da doença e do que esta lhe pode trazer no futuro.

As eventuais limitações naturais resultantes da evolução da doença não a esmorecem nem lhe retiram a alegria. Impressionou-me muito a sua força e a sua luta, que não duvido, seja em muitos momentos difícil.

Para além de manter a sua atividade profissional em pleno, mantêm ainda quase todos os seus hábitos anteriores, incluindo muito movimento físico.

A fé, a família e a disponibilidade/vontade na ajuda aos outros (fora dos círculos e dos grupos habituais de solidariedade) são algumas das razões que a vão mantendo “saudável”.

Sei que a oração também a vai ajudando. Obviamente a oração não pode nem deve substituir os cuidados médicos, no entanto pode muito bem complementá-los. Muitas vezes é o melhor remédio que temos ao nosso alcance.

Desta minha amiga ficou-me a lição, que pode muito bem servir para muitos dos meus amigos:
 

- Não podemos permitir que a doença nos aprisione, apesar dela podemos manter uma vida plena. A oração e a entrega ao outro podem e devem ser algumas das nossas forças!
 

Vitor Carvalho

Seis meses de distância, um mundo de novas descobertas

  Hoje está a ser um dia emocionalmente difícil cá em casa. Para mim, para a Miducha e, acredito, também para a Teresinha, embora ela enfren...