Quando parecia que o Covid poderia estar a desaparecer, num período em que já praticamente todos “levantamos a guarda”, BINGO, acertou-me em cheio.
Vitor Carvalho
Estes textos são particularmente dedicados à família e aos amigos. Espero que os leiam, apreciem e que eventualmente vos possa servir de reflexão. TODOS ELES FORAM ESCRITOS A PENSAR EM ALGUÉM.
Vitor Carvalho
À luz dos olhos de um ocidental livre e com valores humanos,
é incompreensível esta atitude de Putin.
A guerra aos poucos está a estender-se para além da Ucrânia, vai para já, atingindo em termos económicos, em especial a Europa, mas rapidamente se estenderá ao resto do mundo. Nós Portugueses já estamos e sentir diariamente isso na pele.
Mas pior, a minha preocupação vai aumentando todos os dias - Quem o fará parar? Quem o vai dissuadir de aumentar a escalada e acabar por vir a utilizar em desespero armas nucleares?
A seguir a uma pandemia que acabou por ser universal, temos uma desafio ainda maior pela frente, como será a Europa daqui por alguns anos? Como vão viver os nossos filhos e netos no futuro?
E eu que ingenuamente, ainda há uns dias atrás pensava que o mundo caminhava para um futuro melhor…
Vitor Carvalho
A alegria é imensa, nem sei muito bem como me preparar para esse momento. Tenho ao longo destes meses da gravidez da Marta, acompanhado a evolução do bebé na sua barriga, tenho visto e vivido a alegria dos pais, dos tios, dos outros avós, em especial da Miducha, mas também de tantos amigos, têm sido tempos tão bonitos e especiais.
No nosso tempo de avós, já não é como no meu tempo de criança, onde eu via os meus avós como dois velhinhos. Hoje, a grande maioria dos avós estão em plena vida ativa, ainda são muito dinâmicos, com o tempo e o seu dia a dia preenchidos em pleno, mas com uma certeza, a mesma disponibilidade incondicional que um AMOR maior como este pode ter.
Neste período e, com o aproximar da data, tenho tentado fazer uma retrospectiva desde o tempo da primeira gravidez da Miducha, do nascimento e do crescimento da Marta, do Diogo e da Teresinha, num exercício giro com tantas lembranças bonitas e que me têm preparado, para o nascimento do António.
Hoje sei que já não sou o mesmo que viveu o nascimento da Marta, onde na altura a alegria foi enorme, mas digo-vos com o coração, estou “quase” tão ansioso como naquele ano de 1993…
Vitor Carvalho
O
que todos sabem - Nasceu em Lisboa, foi frade Franciscano e morreu em Pádua.
O
que só alguns sabem - Chamava-se Fernando Martins de Bulhões e tornou-se num
dos grandes Santos da Igreja...
Para
mim até há bem pouco tempo, sabia que o Santo António era o Santo Padroeiro de
Lisboa, mas conhecia-o essencialmente por ser um “Santo casamenteiro” e que até
tinha um feriado em Junho que lhe era dedicado. Isto era muito pouco ou praticamente
nada face à sua real dimensão...
Lembro-me
do meu filho em pequenino andar sempre com uma pequena imagem deste Santo,
mesmo nas férias levava-a na mala, colocando-a quase sempre na sua mesinha de
cabeceira, sendo muitas vezes até motivo de brincadeira dos amigos que iam de
férias connosco. Já mais velho, o Diogo tem feito uma coleção de imagens de
Santo António, que hoje até já tem alguma dimensão, cerca de 60 a 70 imagens.
Eu achava muito giro, tendo até já adquirido algumas peças para a sua coleção.
Mas
francamente, não tinha pensado muito profundamente na sua dimensão universal e
da grande importância para tantos homens e tantas mulheres por esse mundo fora.
Quando
recentemente ouvi o meu filho dizer que queria fazer a sua tese de mestrado
sobre Santo António, aí percebi que tinha que entender mais, mas muito mais
sobre aquele Santo que chamavam de casamenteiro e que até me dava há vários
anos um feriado…
Isso
levou-me a ler e a estudar alguma coisa, tentando descobrir e conhecer a sua
história e como conseguiu ser tão grande e tão reconhecido por esse mundo fora.
Foi
um homem enorme, nasceu em Lisboa entre 1191 e 1195, oriundo de uma família
abastada, cresceu na zona da Sé de Lisboa, onde terá feito os primeiros
estudos. Com cerca de 19 anos foi para Coimbra onde se ordenou sacerdote. Diz-se
que em Coimbra se resguardava muito numa grande e valiosa biblioteca. Na altura
já se lhe notavam grandes dotes de orador e de grande conhecimento.
Igualmente
em Coimbra conhece alguns freis Franciscanos e entusiasma-se pelo fervor e
radicalidade destes homens.
Depois
de algumas peripécias na sua vida, dizem que regressava de Marrocos e por
motivo de uma enorme tempestade, vai parar à Sicília onde vem a conhecer e a
tornar-se amigo de São Francisco de Asis.
Este
grande pregador, protetor de coisas perdidas, de casamentos e dos pobres
torna-se no Santo do milagres.
Morre
em Pádua em 13 de Junho de 1232, com cerca de 40 anos.
Podia
dizer-se muito mais, mas deixo aqui apenas este desafio: - não aproveitem
apenas o feriado de 13 de Junho, leiam e descubram mais sobre um dos Santos
mais populares da igreja católica. Vão, tal como eu, ficar apaixonados pela sua
vida e obras. Esta admiração vai com certeza ultrapassar em muito, não apenas as pessoas que
profetizem ou estejam ligadas à religião católica.
Vitor Carvalho
Minha querida Marta 😍,
O teu grande dia está a chegar! Vais realizar o teu sonho, entrar na igreja com um lindo vestido de noiva…
Quero também dizer-te que tenho imenso orgulho em ti, sinto-me verdadeiramente abençoado por te ter como filha.
Claro que vamos sentir a tua ausência no dia a dia, vamos sentir a falta desse teu ruído “bom”… da tua alegria, da tua força, do teu falar alto, dos teus ralhetes à Teresinha, dos teus conselhos, da tua forma simples de ver as coisas, mas como alguém me dizia… Estremoz é já ali…
Termino com um sincero desejo, Vai correr tudo bem e ESPERO QUE CONTINUES FELIZ E NUNCA DEIXES DE SORRIR, MINHA LINDA PRINCESA!
O PAPÁ
Às explicações da direita e da esquerda sobre a eventual
ameaça do “Chega”, quando me parece que se realmente existir alguma ameaça, a
responsabilidade é naturalmente dos políticos que não conseguiram convencer
todos aqueles que votaram no “Chega”. Também temos as confusões da campanha de
vacinação. Para uns está a correr normalmente e para outros, uma desgraça. Às
vezes faltam as vacinas, outras as seringas e algumas ocasiões os enfermeiros. Estamos
sinceramente a ficar fartos e a perder a esperança nesta luz que parecíamos
estar a ver ao longe.
Como habitualmente, fui fazer a minha corrida matinal. Apesar das rotinas se tornarem diferentes, não posso deixar este hábito que me faz tão bem.
Como tenho corrido pouco, ando mesmo mais fraco e muito mais lento. Naturalmente tem vantagens, conseguimos apreciar melhor tudo o que nos rodeia. Entretanto passou por mim uma senhora de bicicleta, nada de especial, fez como dezenas de pessoas, “NADA”. Atrás, primeiro um menino de bicicleta, ultrapassou-me, olhou para mim e com um sorriso, disse-me “BOM DIA”, maravilhoso… Poucos segundos depois, passou outro menino, esse ainda mais pequeno, não mais de 6 anos, olhou para mim e também com um grande sorriso, me disse “BOM DIA!”
Vitor Carvalho
ELOGIO e FELICITO em jeito de homenagem, todos
aqueles que nestes meses nunca ficaram em casa, desde os profissionais
de saúde, aos profissionais dos lares, das forças de segurança, os
ferroviários, os elementos da distribuição, dos supermercados, das farmácias e
muitos outros chamados da linha da frente, que asseguraram sempre com enorme
dedicação e sentido de missão os serviços críticos do país.
Quando desejei aos amigos, um bom 2020, nunca imaginei que iriamos viver uma pandemia desta natureza, onde aconteceriam tantas mortes, tantas privações, tantas incertezas, tantos medos, nunca imaginei….
Em Janeiro e Fevereiro ainda tínhamos alguns sonhos… mas rapidamente tudo mudou.
Foram tempos particularmente custosos, onde vivemos num clima de medo e ansiedade permanentes. Estivemos presos em casa, privados do convívio da família e dos amigos, privados de hábitos que julgávamos adquiridos, foi um período onde muitos perderam os seus empregos e rendimentos, onde muitos morreram, outros ficaram doentes, alguns com gravidade, foi sempre um tempo de muito receio e incerteza...
Nunca, nem nos piores sonhos supus ver o mundo desta forma.
Agora, chegou a ESPERANÇA, essa VACINA que nos poderá libertar. Veio criar-me a incrível sensação do que poderão ter sentido alguns povos quando se libertaram de regimes opressivos. – Vem aí a liberdade!
A genialidade dos cientistas, conjugado com os esforços globais únicos, permitiu o desenvolvimento em tempo recorde desta vacina, que parece milagrosa.
Foi na verdade um grande feito cientifico…
Esses CIENTISTAS TAMBÉM FORAM OS HERÓIS DE 2020.
Esperamos todos que 2021, agora sim, COM UMA ESPERANÇA REAL, seja o MELHOR DE TODOS que vivemos até hoje.
Olá caros amigos! Desculpem
ser desta forma e não como era habitual, estar presente e com abraços, mas
as circunstancias não nos permitem fazer de outra forma…
Sinto-me estranho, uma vez que sou muito agarrado aos amigos e agora não vamos poder organizar a habitual festa, abraçar-vos e desejar-vos a todos pessoalmente um Feliz Natal.
Nós,
que antes estávamos habituados a constantes convívios, hoje apenas utilizamos o
WhatsApp, para pequenas conversas, partilhas, brincadeiras, anedotas, etc,
acabamos por sentir ainda mais esta “distância”.
Embora
toda esta mudança na nossa forma de viver, não podemos perder estes laços que
nos unem há muitos anos, e aproveitar para dizer a cada um a
importância que temos na vida uns dos outros.
Neste Natal diferente, onde não vamos poder partilhar muitos afetos, desejo especialmente, que todos possamos estar
com o coração junto dos nossos familiares e amigos, fazendo votos para que 2021 seja repleto de SAÚDE, que consigamos viver
grandes momentos e que seja o MELHOR DE TODOS.
Vitor Carvalho
Pensamos bastantes vezes nas inúmeras dificuldades sentidas pelos agentes da restauração, do turismo, do comércio, etc, mas tal como eu, com certeza que muitos de comuns cidadãos, nos esquecemos invariavelmente dos homens e das mulheres associadas às atividades culturais…
Como estarão eles a sobreviver?
Essas mulheres e esses homens MÁGICOS, que nos fazem rir, chorar, sonhar, pensar, conseguindo até por vezes levar-nos para outras dimensões, estão sem trabalho, sem dinheiro, sem alegria e sem perspetiva de melhores dias, estando em risco não só a sua sobrevivência, mas podendo mesmo colocar em risco a continuidade cultural de algumas áreas.
Diz-se que a grandeza de um povo, está muitas vezes associada ao seu nível cultural e há forma como sabe lidar, conhece e vive a sua identidade cultural.
Este é um texto em género de reflexão, homenagem e SOS de um comum cidadão…
Não deixem morrer algumas áreas culturais que muitas vezes nos ajudam a sobreviver….
Vitor Carvalho
Um destes dias almoçava em família num restaurante à beira tejo, junto a uma praia fluvial bem perto de mim…
As grandes vidraças do restaurante permitiam-me ver a praia, a água estava ali muito perto… um idoso sentado numa cadeira, já dentro de água, com as pequenas ondas a batem-lhe nas pernas, apresentava uma expressão de felicidade e de alegria, parecendo uma pequena criança nas suas primeiras brincadeiras de praia. Ao lado, um adulto, tudo parecia ser o filho, tal o carinho e a proximidade que tratava este “velho”.
Esta imagem deixou-me particularmente impressionado, até de alguma forma emocionado perante o que estava a ver. Fiquei com uma vontade enorme de ir felicitar aquele FILHO.
Falando nesta geração que conheço melhor, verifico que a grande maioria dos pais fizeram um esforço enorme, por vezes com grandes sacrifícios pessoais para dar aos filhos todas as condições, nomeadamente dar-lhes tudo aquilo que não tiveram oportunidade enquanto crianças e jovens.
Trataram os filhos ao longo dos anos como verdadeiros príncipes e princesas, ajudando ainda em muitos casos a criar os netos.
Sacrificaram-se muito para que os filhos chegassem a "doutores" e "engenheiros", abdicando por vezes de viver de forma mais confortável para que estes pudessem estudar e vir a ter um emprego com futuro…
Sou de uma geração e pertenço a uma franja da população em que os pais tinham poucos recursos, por isso ainda maior foi o sacrifício, alguns criando vários filhos e onde por vezes ainda tomavam conta dos seus progenitores (a sociedade via isso como um rumo de vida natural).
Verificamos hoje, que um grupo significativo de PAIS (hoje avós) dessa geração foi literalmente atirada para lares. Também temos que ser verdadeiros e justos, o nosso estado ao longo dos anos também fez muito pouco para permitir que os filhos possam tomar conta dos pais num ambiente familiar, aliás como estes naturalmente deveriam ter todo o direito.
Estes avós, agora já sem forças, velhos, muitas vezes doentes, sem mobilidade, sem vitalidade, sozinhos, tristes, esperam ansiosos nos lares pela visita dos seus meninos…
A Pandemia tem “ajudado” muitos filhos a não ter peso na consciência, uma vez que estando as visitas dos lares proibidas, ou muito restritas, é muito fácil dizer - “não posso fazer nada”.
Este drama deve fazer-nos refletir sobre o futuro e esforçarmo-nos por educarmos os nosso filhos, não apenas no plano académico e moral, mas muito em particular com base nos valores dos reconhecimento e da gratidão.
QUE SORTE TEVE AQUELE PAI!
Vitor Carvalho
A FESTA
DA MOITA é celebrada há mais de 300 anos…. Tendo como origem a devoção dos
Marítimos a Nossa Senhora.
Este
ano, em momento particularmente difícil para todos nós, que vivemos com a
sombra diabólica de um Vírus que nos atormenta, muita coisa não vai ser igual,
MAS NÃO podemos deixar de assinalar o momento, embora perseguidos
pelos naturais receios e mesmo com redobrados cuidados.
Seria bonito, assistirmos nas nossas casas, ENGALANANDO
VARANDAS E JANELAS, ou mesmo nas ruas, salvaguardando as devidas distâncias
sociais, a passagem da NOSSA SENHORA da BOA VIAGEM.
Vamos aproveitar o momento para pedirmos que nos guarde e livre destes momentos
difíceis, agradecendo a sua intercessão por um futuro livre destas terríveis
ameaças.
Deixo então aqui um grande desafio: VAMOS ACOMPANHAR A PASSAGEM DA NOSSA
SENHORA DA BOA VIAGEM, ENGALANANDO AS NOSSAS VARANDAS, AS NOSSAS PORTAS, AS
NOSSAS RUAS…..
*** junto mapa com o percurso da Procissão da nossa senhora da Boa Viagem no
dia 13 de Setembro 2020
CABO DELGADO… Já ouviram falar?
Cabo Delgado é uma província do norte de Moçambique, banhada pelo oceano indico, sendo a sua capital Pemba, antiga Porto Amélia, que com certeza muitos ainda se lembram.
Esta província tem ou tinha mais de 2 milhões de habitantes.
Tentem comparar esta província com o distrito de Lisboa, com um número idêntico de população. Enorme não é?
Cabo Delgado tem feito ultimamente parte das noticias mais tristes que nos vão chegando.
Desde há cerca de 3 anos, no entanto agora com mais intensidade e terror, que se estão a verificar ataques terroristas naquela zona, reivindicados por grupos radicais Islâmicos, provocando para além do medo e da insegurança, uma crise humanitária gigantesca na região.
Parece-me que a febre da exploração dos recursos naturais, como os diamantes e o gás natural está mais uma vez a fazer das suas…
Já morreram cerca de 1000 pessoas, mais de 250 000 deslocados que largaram tudo (nº idêntico à população da Madeira ou dos Açores), EM ESPECIAL CRISTÃOS, sim, porque estes estão a ser os principais alvos destes grupos, estimando-se que existem mais de 700 000 pessoas a necessitar de ajuda. Estão a imaginar esta situação num pais que já é dos mais pobres do mundo?
Contra todas as adversidades e medos, os sacerdotes e as religiosas são dos poucos que continuam no terreno, a apoiar a população. Alguém dizia: “… são padres e freiras que não têm qualquer tipo de rendimento e estão em dedicação total ao seu povo e ao trabalho pastoral, se é que este é possível…”.
Naquele local, antes maravilhoso existia uma população alegre, mas tudo mudou nos últimos 3 anos, hoje choram de tristeza, fugindo sem saber para onde.
Portugal tem naturalmente algumas responsabilidades morais com aquele povo. É um povo que reza em português, fala em português, não se pode fingir que não sabemos de nada.
Faço este artigo, juntando-me a tantos outros, como por exemplo o Papa Francisco, no sentido de ser mais um que dá um grito de socorro por esta região, à qual também estou ligado por laços sentimentais.
Sou natural de Moçambique.
Vitor CarvalhoHoje está a ser um dia emocionalmente difícil cá em casa. Para mim, para a Miducha e, acredito, também para a Teresinha, embora ela enfren...