Este tempo
sem o Diogo por perto, embora bonito e desafiante para a família, tem sido,
emocionalmente, difícil de gerir.
Depois de algum
tempo fora do seminário, onde a sua saúde lhe tinha pregado uma pequena
rasteira, há alguns meses o meu filho regressou, agora para uma Ordem
Religiosa, a Companhia de Jesus ou a chamada “Ordem dos Jesuítas”.
Este período de afastamento do Diogo que será longo, em particular do mundo
familiar, não tem sido nada fácil de gerir cá em casa. Embora tentando ser os
mais fortes possível, a família tem sentido muito a distância e a sua separação
deste nosso núcleo mais próximo.
Apesar de
percebermos que este recolhimento e esta distância são essenciais para um
crescimento interior e pessoal, em todas as vertentes humanas, este caminho
tem-nos marcado profundamente e está a ser muito mais custoso do que os tempos
do seminário do Patriarcado de Lisboa.
Não sabendo
exatamente o que lhe vai na alma, suponho, no entanto, que este afastamento da família e dos amigos, associado a um recolhimento natural, também o estará a
marcar de forma profunda, mas genuinamente de forma positiva.
Esta nova
vida que estamos agora a viver cria-nos um certo paradoxo interior, onde nos é difícil
viver com a distância física, mas ao mesmo tempo, sentimo-nos próximos e unidos
ao Diogo e à sua comunidade.
A oração
tem sido a nossa força, tem sido a forma de colocarmos os nossos corações muito
próximos dele e da sua comunidade.
Rezem
também por eles.
Vitor Carvalho
