terça-feira, 19 de maio de 2026

Surpresa extraordinária num almoço....


Há encontros que parecem simples coincidências, mas que acabam por revelar qualquer coisa de muito maior, quase como se Deus fosse tecendo silenciosamente os fios da nossa vida.

Aconteceu-me uma coisa verdadeiramente extraordinária.

Num almoço onde estavam reunidas cerca de quarenta pessoas, distribuídas por várias mesas, sentei-me ao lado de cinco pessoas que nunca tinha visto antes. Desde os primeiros minutos, percebi que havia ali qualquer coisa de especial. Todos diferentes nas suas profissões, nos seus percursos e nas suas experiências de vida, mas unidos por uma enorme humanidade, uma simpatia enorme e uma humildade extraordinária.

A conversa foi correndo naturalmente, dessas conversas bonitas que nascem sem esforço. Falámos de tudo, da vida, da família, do trabalho, das inquietações pessoais, da fé, das alegrias e das fragilidades que cada um transporta. Houve partilhas sinceras, profundas, quase íntimas, como se nos conhecêssemos há muito mais tempo do que apenas algumas horas.

A certa altura, um deles, talvez o mais expansivo e comunicativo da mesa, começou a contar uma história. Já nem me lembro ao certo como o assunto surgiu. Disse que, recentemente, tinha conhecido três jesuítas absolutamente marcantes. Falava deles com um brilho especial nos olhos, mas havia um em particular que parecia ter deixado uma marca profunda no seu coração.

Contava, emocionado, que esse jesuíta o tinha tocado de uma forma tão bonita e tão simples, que ainda hoje, em casa, continuava a ser tema de conversa entre ele, a mulher e os filhos.

E depois, no meio de várias coisas que contava, disse o nome.

“Chamava-se Diogo Maria…”

Naquele instante, senti o coração parar por segundos.

Fiquei em silêncio. Não disse absolutamente nada. Limitei-me a ouvi-lo. Queria escutar cada palavra, cada memória, cada gesto que descrevia daquele jovem jesuíta sem imaginar, por um único instante, quem eu era.

Falou da delicadeza com que tinha sido acolhido, uma vez que nem era muito dedicado aos temas da religião, da profundidade espiritual, da alegria serena, da simplicidade luminosa daquele rapaz que tinha deixado tudo apenas para servir Jesus. Contou como tinha ficado tão impressionado que quis apresentá-lo à família. E descrevia, com uma ternura quase comovente, o encanto que o Diogo tinha deixado na mulher e nos filhos.

“Era diferente… havia nele qualquer coisa rara”, dizia.

Eu já mal conseguia respirar.

Havia dentro de mim uma mistura impossível de explicar, surpresa, emoção, gratidão… e uma espécie de pudor sagrado perante aquele momento tão improvável.

Mas chegou uma altura em que já não consegui guardar mais aquele segredo.

Com a voz emocionada, interrompi-o suavemente e disse:

— Esse jesuíta… o Diogo Maria… é meu filho.

Por segundos, fez-se silêncio à mesa.

Ninguém sabia que o meu filho era jesuíta.

Os olhares cruzaram-se entre a incredulidade e a emoção. E aquele homem ficou completamente desarmado, quase sem palavras. Como se a vida, de repente, tivesse fechado um círculo perfeito diante de todos nós.

Então aconteceu ainda algo mais bonito.

Abriu lentamente a carteira e tirou de lá um pequeno cartão que guardava consigo. Era uma imagem muito bonita que o Diogo lhe tinha enviado mais tarde, agradecendo o facto de o ter conhecido a ele e à sua família.

Guardava-o consigo.

Na carteira.

Como quem guarda um tesouro discreto.

Naquele instante percebi uma coisa profundamente bela, às vezes, os filhos revelam-se ao mundo de formas que os pais nunca chegam verdadeiramente a conhecer. E é pela boca dos outros que descobrimos a dimensão silenciosa do bem que eles espalham.

Saí daquele almoço com o coração cheio.

Porque há coincidências bonitas.

Mas há outras que parecem verdadeiros abraços de Deus. Obrigado!

 

Vitor Carvalho

sábado, 9 de maio de 2026

Nunca é tarde para investir na nossa saúde e ....



Eu e a Miducha descobrimos que nunca é tarde para investir na nossa saúde e no nosso bem-estar.

Já passámos dos 60 anos, mas foi precisamente nesta fase da vida que o ginásio ganhou um significado especial para nós. Eu pessoalmente sempre fui ligado ao desporto, mas de ar livre, nunca gostei muito de ginásios.

Mas, o sedentarismo estava a fazer-nos mal, tínhamos de fazer algum exercício, sendo que a Miducha não era muito dessas coisas….

Bem, lá fomos fazer a experiência, fazer exercício num ginásio e a dois,

Aconteceu algo extraordinário, mais do que um espaço para fazer exercício, tornou-se também num momento para também podermos estar mais tempo juntos, o que torna o contexto mais motivador.

Criou-nos uma rotina que nos vai fazendo sentir ativos e cheios de energia.

Num dos dias da semana, treinamos apenas os dois com um personal trainer, o amigo de muitos anos, o Armindo, o que nos ajuda a perceber melhor os exercícios e trabalhar de forma segura, adaptada à nossa idade e às nossas necessidades. Sentimos que ganhámos força, equilíbrio e mais confiança para as exigentes rotinas do dia a dia.

Noutro dia fazemos WOD híbrido, um treino mais dinâmico e muito mais desafiante, onde combinamos diferentes exercícios e superamos limites que nunca imaginámos conseguir ultrapassar. Cada treino é uma conquista. Não interessa fazer tudo perfeito, interessa aparecer, dar o nosso melhor e sair de lá com a sensação de missão cumprida. Custa-nos muito sair de casa, é verdade, mas no final não podíamos estar mais satisfeitos.

O mais bonito desta experiência é que os benefícios não são apenas físicos. Claro que nos sentimos mais saudáveis, mais resistentes e com mais disposição, mas também sentimos que isto nos ajudou a fortalecer mutuamente.

Treinar juntos criou-nos momentos de união, boa disposição e incentivo mútuo, quando um desanima, ou não lhe apetece treinar, o outro puxa para cima. Acabamos por celebrar juntos cada pequena evolução.

Hoje entendemos que a prática desportiva em conjunto, neste caso em casal, para além de nos cuidar do corpo também ajuda na relação. O ginásio trouxe-nos mais saúde, compromisso, motivação e ainda mais companheirismo.

A verdade é bem simples, a idade traz-nos mais experiência, mas não nos tira a vontade de viver bem e continuarmos ativos, e ainda melhor, se for lado a lado.

Vitor Carvalho

terça-feira, 5 de maio de 2026

Servidores de Emaús, um exemplo

 

No último fim de semana, participei no 4.º Retiro de Emaús (homens), que se realizou no Seminário de São Paulo, em Almada.

Foi uma experiência fantástica e emocionalmente muito intensa.

Não querendo, nem podendo, revelar o que se viveu dentro daquele Seminário, não posso deixar de destacar um grupo significativo de pessoas que assegurou a organização e o acompanhamento dos caminhantes, os chamados SERVIDORES.

A disponibilidade, a simpatia e a humildade destes homens tocou-me de forma particular, pelo que não posso deixar de lhes dirigir uma palavra de profundo reconhecimento. Aquilo que fizeram foi, verdadeiramente, serviço no sentido mais genuíno da palavra.

Foram incansáveis, sempre com um sorriso, sempre próximos dos caminhantes e sempre disponíveis. O cuidado e a dedicação foram evidentes em todos os momentos, com especial destaque para as refeições, onde o atendimento foi exemplar.

De forma discreta e generosa, estes servidores, tendo apenas como motivação o amor a Deus, foram um verdadeiro exemplo do que é servir o outro, à luz dos valores da mensagem Cristã.

Bem Hajam SERVIDORES e muito obrigado!

Vitor Carvalho

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Diário de uma viagem à Polónia

 



Em pleno inverno, este ano particularmente rigoroso, iniciei, com um grupo da Moita, uma viagem fantástica a Cracóvia e Varsóvia.

À chegada a Cracóvia, fomos imediatamente envolvidos por um ambiente mágico. A neve abundante, algo pouco habitual para nós, portugueses, cobria a cidade histórica, com os seus edifícios coloridos, ruas empedradas, a praça medieval, jardins totalmente brancos e um castelo encantador com uma vista magnífica sobre o rio Vístula. Tudo parecia saído de um postal ilustrado.

Visitamos igrejas lindíssimas, onde a devoção e o catolicismo se manifestam de forma profundamente enraizada na população. Sentia-se uma fé viva, presente em cada pessoa que por ali passava.

Passeámos e jantámos no típico bairro judeu, onde escutei histórias marcantes sobre o extermínio do povo judeu. Estes acontecimentos no bairro também deixaram ali cicatrizes profundas. Ao jantar, provei pratos típicos judaicos e bebi um belo vinho de origem judaica, muito bom, surpreendentemente semelhante aos nossos vinhos portugueses.

Vivi também um dos dias mais intensos emocionalmente ao visitar Auschwitz e Birkenau. Lugares de silêncio, de dor e de profunda reflexão sobre as atrocidades cometidas. Saí com um sentimento de respeito e memória difícil de traduzir em palavras. Fiquei completamente em silêncio e pasmado com tanto horror praticado. Deixo um conselho, visitem estes campos de concentração. É uma experiência que marca para sempre.

Visitamos ainda a casa onde viveu São João Paulo II e a igreja onde foi batizado. A casa está hoje transformada num museu extraordinário, que nos permite conhecer melhor a vida e o percurso de uma das figuras mais marcantes da Igreja Católica.

No Santuário de São João Paulo II vi a batina que João Paulo II usava quando sofreu o atentado na Praça de S. Pedro em 13 de Maio de 1981, com os sinais do tiro e as manchas de sangue.

Fomos também às famosas Minas de Sal, na época, grande propulsor da economia da região. Naqueles imensos caminhos subterrâneos, os mineiros polacos construíram autênticas obras de arte em sal, como esculturas, capelas, etc. Trata-se de um local Património Mundial da UNESCO.

Importa recordar que Cracóvia não foi destruída pelos ataques alemães, conservando assim grande parte da sua traça original anterior à guerra. Tive ainda a oportunidade de assistir a um nevão intenso que transformou ainda mais a cidade num cenário verdadeiramente mágico.

Seguimos depois para Varsóvia, a grande capital da Polónia, completamente reconstruída no pós-guerra. A cidade foi praticamente destruída pelos bombardeamentos alemães, mas renasceu com a determinação que se reconhece a este povo. Hoje apresenta duas faces distintas, por um lado, uma cidade moderna, com arranha-céus e edifícios imponentes que fazem lembrar os grandes centros financeiros europeus, por outro, a cidade velha, meticulosamente reconstruída, onde impressiona o detalhe e o rigor histórico com que tudo foi recuperado.

Numa das noites, jantámos num restaurante muito típico, onde a refeição foi animada por danças e cantares tradicionais polacos. Alguns de nós ainda se aventuraram a participar em pequenos jogos e danças típicas, proporcionando momentos de grande diversão e boa disposição. Foi um serão verdadeiramente alegre, que nos permitiu contactar de forma mais próxima com a cultura e as tradições locais. Foi especialmente divertido.

Fiquei particularmente impressionado com o imponente símbolo deixado pelos soviéticos, hoje o palácio da cultura e ciência, grandioso na sua arquitetura, mas profundamente controverso para os polacos, que guardam memórias pouco simpáticas, também desse período da sua história, entre 1944 e 1989.

Deixou-me também impressionado a resiliência deste povo, que tendo vivido mais de 100 anos sem pátria, a Polónia esteve dividida por três países, conservou a sua identidade, costumes, tradições e em especial a sua língua.

Foi, sem dúvida, uma viagem marcante, rica em história, fé, memória e magia.

Obrigado aos amigos que organizaram a viagem e a todos que partilharam connosco estes dias.

Vitor Carvalho

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O DIOGO ESTÁ NUMA ORDEM RELIGIOSA - COMPANHIA DE JESUS (JESUITAS)

 


Este tempo sem o Diogo por perto, embora bonito e desafiante para a família, tem sido, emocionalmente, difícil de gerir.

Depois de algum tempo fora do seminário, em que a sua saúde lhe pregou uma pequena partida, há alguns meses regressou, agora para uma Ordem Religiosa, a Companhia de Jesus ou a chamada “Ordem dos Jesuítas”.
Este período de afastamento do Diogo que será longo, em particular do mundo familiar, não tem sido nada fácil de gerir cá em casa. Embora tentando ser os mais fortes possível, a família tem sentido muito a distância e tem doído a sua separação deste nosso núcleo mais próximo.

Apesar de percebermos que este recolhimento e esta distância são essenciais para um crescimento interior e pessoal, em todas as vertentes humanas, este caminho tem-nos marcado profundamente e, de forma muito honesta, está a ser muito mais exigente do que os tempos do seminário do Patriarcado de Lisboa.

Não sabendo exatamente o que lhe vai na alma, suponho, no entanto, que este afastamento da família e dos amigos, associado a um recolhimento natural, também o estará a marcar de forma profunda, mas genuinamente positiva.

Vivemos, assim, um certo paradoxo interior, custa-nos a distância física, mas, ao mesmo tempo, sentimos uma proximidade espiritual ainda maior. Sentimo-nos próximos e unidos ao Diogo e à sua comunidade de uma forma nova.

A oração tem sido a nossa força, tem sido a forma de colocarmos os nossos corações muito próximos dele e da sua comunidade.

Rezem também por eles.

 

Vitor Carvalho

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

2025, Mais um ano que está a chegar ao fim....

 
Quero recordar alguns momentos que me marcaram este ano, pelo menos em termos pessoais.

2025 foi um ano tremendo… exigente, intenso, mas muito bom!

O Diogo terminou o Mestrado em Teologia e voltou ao seminário, agora nos Jesuítas. É uma grande alegria, vê-lo seguir o seu caminho, mas está longe, quase não o vimos e isso custa-nos muito.

A Teresinha concluiu o primeiro ano da faculdade, tirou a carta de condução e, parece um verdadeiro Uber entre a Moita e Lisboa! É a faculdade, os grupos católicos em que está envolvida e os amigos, enfim, vive numa roda viva constante. É bonito vê-la crescer, autónoma e cheia de entusiasmo pela vida.

A Marta, o António e os meus "ricos" netinhos😀 continuam por Estremoz. Os meninos são lindos e muito, muito simpáticos, a Marta, apesar do ritmo exigente do trabalho, trabalhando em vários consultórios e em vários localidades do Alentejo, ainda continua a estudar. 

Eu e a Miducha temos estado "em todas", e isso, apesar do cansaço, preenche-nos profundamente. Profissionalmente, o ano foi de muito trabalho e grandes desafios, tanto na IP como na nossa empresa. As exigências são constantes e não há muito espaço para tirar o pé do acelerador. O ritmo é elevado, mas também estimulante.

Faço ainda parte de um grupo fantástico, que se vai consolidando, “Os Homens Também Rezam”. Estes encontros mensais ajudam-me a parar e a respirar com Deus. Tem sido uma experiência verdadeiramente enriquecedora.

Há alguns meses que eu e a Miducha iniciámo-nos no ginásio. Para além da questão física, tem sido um tempo muito giro, partilhado a dois, que nos faz bem ao corpo e à alma.

Em 2025 ainda mudamos de casa, gostamos muito do sitio onde moramos agora. 😃

No meio de tudo isto, só posso agradecer. Foi um ano intenso, cheio de vida, desafios e bênçãos. Entramos em 2026 cansados, sim, mas felizes, unidos e cheios de esperança de que o melhor ainda está para vir! 

PARA TODOS, O DESEJO É QUE O ANO DE 2026 SEJA O MELHOR DE SEMPRE!

Vitor Carvalho

 

 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

OS HOMENS TAMBÉM REZAM - Cumprimos um ano neste grande desafio.

 
Este último encontro do ano, já em pleno Advento, foi particularmente especial, com a presença do Padre Nuno. Curioso, também tinha sido ele que fez a palestra no primeiro encontro.

Na sua palestra falou-nos do tempo tão bonito que vivemos, o Advento e o Natal, com a proximidade, simplicidade e entusiasmo que tão bem o caracterizam e que nos toca sempre a todos.

 Seguiu-se o habitual momento de silêncio, como ele é tão regenerador…

Tivemos um momento verdadeiramente especial e muito bonito, Jesus “escreveu” uma carta a cada um de nós.


Terminamos com a recitação de duas dezenas do terço.

No final, como homens de uma terra de tradições, brindamos com um bom moscatel e claro, fazíamos um ano, uma fatia de bolo rei e algumas cantorias para acabar a noite em festa.

Ao longo deste ano, muitos amigos passaram por estes encontros na nossa bonita Igreja Matriz. 

Uns vieram apenas para rezar, outros a acompanhar um amigo, outros à procura de algo maior, outros vieram para nos ajudar a refletir, outros ainda, vieram falar-nos de realidades maiores...

O nosso muito obrigado a TODOS, TODOS, TODOS.

O desafio, esse, continua já em Janeiro.

Um Santo e Feliz Natal para todos!

 

HOMEM QUE REZA NÃO CAMINHA SOZINHO


 Vitor Carvalho

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

"OS HOMENS TAMBÉM REZAM" - O RECOMEÇO DEPOIS DA FÉRIAS

 




Esta quinta-feira do final do mês de Setembro, o grupo reiniciou os encontros após as férias.

Uma vez que estamos numa fase pré-eleitoral, convidámos para orientar a palestra um político conhecido, com mais de 30 anos ao serviço do Parlamento, e também um católico convicto, o Dr. Duarte Pacheco.


O tema da palestra foi A Política e a Religião”.

Num ambiente muito acolhedor e descontraído, o Dr. Duarte Pacheco foi fantástico, partilhando a sua experiência, tantas histórias e reflexões sobre a forma como a política e a fé podem conviver, respeitando sempre a diversidade de crenças e convicções.


A propósito dessa diversidade, partilhou uma história curiosa de um encontro internacional com representantes de Parlamentos de todo o mundo. Entre os participantes estavam muçulmanos, judeus, católicos e pessoas de outras religiões. Ao definirem o dia para as reuniões, alguns explicavam que não podiam reunir à sexta-feira por motivos religiosos, outros tinham a mesma dificuldade ao sábado e sugeriam então o domingo. Foi nessa altura que o Dr. Duarte Pacheco explicou que, para ele, o domingo de manhã também não seria possível, porque tinha de ir à missa


Uma pequena história, contada com humor, mas que ilustra bem a importância de não recearmos assumir as nossas convicções.


Foi uma conversa muito enriquecedora, que nos permitiu ouvir a experiência de quem há décadas vive a política por dentro, mas também conhecer melhor o homem, as suas convicções e a forma como procura conciliá-las com o exercício da vida pública.


Como habitualmente, a seguir à palestra fizemos dez minutos de silêncio com uma reflexão individual, suportados num texto de apoio, sobre a política e a religião.

Terminamos o encontro a rezar duas dezenas, pedindo a Deus que nos ajude a discernir as escolhas políticas, procurar o bem comum e respeitar quem pensa de maneira diferente.

HOMEM QUE REZA NÃO CAMINHA SOZINHO

Vitor Carvalho

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Os Homens também rezam - 3x10

 

Éramos 15… A rezar!

Iniciámos esta quinta-feira na igreja da Moita, em pleno Advento, um desafio para homens, chama-se 3x10.

Trata-se de promover a espiritualidade dos homens, com momentos de reflexão, meditação e oração.

 O formato é muito simples, leve e vai realizar-se uma vez por mês.

 - 10 minutos de palestra dada por um sacerdote, neste caso pelo padre Nuno Pacheco;

 - 10 minutos de silêncio com uma pequena meditação;

 - 10 minutos a rezarmos juntos.

 Esta iniciativa tem o objetivo de uma forma simples, colocarmos a oração no dia a dia dos homens.

HOMEM QUE REZA NÃO CAMINHA SOZINHO

 

Vitor Carvalho

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

«ao lado dos jovens, não se envelhece» - Papa Francisco

 


Como é que um homem com 86 anos, que vem falar em nome de Alguém com mais de 2000, cria esta euforia e este entusiasmo em milhões, não só de jovens, em Lisboa?

Realmente é extraordinário, independentemente das crenças e convicções de cada um, todos facilmente reconhecem este fenómeno, que para nós católicos tem naturalmente outro significado, trata-se de FÉ…

O Papa Francisco, embora por vezes apresente alguma fragilidade física, sendo necessário nalgumas ocasiões utilizar a cadeira de rodas para se deslocar, transmite-nos um entusiasmo, uma força e uma esperança fortificantes, às vezes apenas com pequenos e simples gestos de carinho, mas principalmente com a força das suas palavras, transporta uma enorme jovialidade e uma alegria contagiante, como de um jovem adolescente se tratasse.

Fez um primeiro discurso fantástico no CCB, perante uma plateia diversa, com escritores, artistas, empresários, políticos, onde proferiu entre muitas outras coisas, palavras muito simpáticas para os portugueses, “Lisboa tem cheiro de flores e de mar”, chamando-lhe também “Lisboa, cidade do encontro”.

Deixou um enorme desafio aos políticos, dizendo-lhes que “a boa politica pode gerar esperança”.

É este querido Papa Francisco, entusiasmante e desafiante, que vai estar connosco até ao próximo domingo.

Estas JMJ são um momento único de encontro, de diversidade e de esperança no futuro. Todos vamos sair transformados no final .

Dou o meu exemplo, com o acolhimento em minha casa de 2 peregrinos, pessoas que nunca imaginei conhecer.
É um Padre Espanhol e um rapaz dos Camarões. Como tem sido bom este encontro, é riquíssimo e fortificante meus queridos amigos!

VIVA O PAPA FRANCISCO!



Vitor Carvalho

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Vítor (Moita): S. Josemaria, um filho no seminário e uma família feliz

 


Nasceu em Lourenço Marques.

Em 1974 a vida deu uma grande volta. No meio das dificuldades a Miducha e os 3 filhos foram o seu porto de abrigo. Frequentou as “Equipas de Nossa Senhora”, colabora na paróquia da Moita e conta como S. Josemaria o ajudou na sua vida.

Chamo-me Vítor, nasci em Lourenço Marques, tenho 3 filhos e 1 neto, vivo atualmente na Moita do Ribatejo. Nasci no seio de uma família católica, sendo filho único, tendo ainda em Moçambique frequentado a catequese e feito parte da instrução primária.

Tinha uma vida perfeitamente tranquila até 1974, altura onde tudo se reverteu: voltei para Portugal, um período muito difícil para a minha família e para mim. Não tinha casa própria e os poucos amigos que ia arranjando, iam ficando para trás. Neste período abandonei toda a atividade cristã.

Mais tarde, em 1982 vim com os meus pais viver para o Sul, mais concretamente para Moita do Ribatejo onde vim a conhecer a Miducha, casei, nasceram os meus filhos e onde ainda resido....

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https://opusdei.org/pt-pt/article/vitor-moita-s-josemaria-um-filho-no-seminario-e-uma-familia-feliz/



domingo, 8 de maio de 2022

Apanhar Covid – “que chatice”

 


Quando parecia que o Covid poderia estar a desaparecer, num período em que já praticamente todos  “levantamos a guarda”, BINGO, acertou-me em cheio.

 Uma destas manhãs de sol esplendoroso, depois de uma noite mal dormida e algum desconforto no corpo ao acordar, mas apenas por mera tranquilidade de consciência, lá fiz mais um teste. Este teste era igual muitos outros que já tinha feito ao longo destes dois anos, seria para dar negativo, uma vez que tinha a semana completamente preenchida, com tantos compromissos e sem estar nada preparado para ficar isolado em casa, mesmo que sejam apenas 7 dias.

 Pois, foi isso que deu o teste, POSITIVO. Não estava mesmo preparado para ver os dois “risquinhos” no dispositivo de teste…. . mas que balde de água fria.

 Bem, não valia a pena chorar, isto já aconteceu a muitos, temos que nos organizar… para além de ter que arrumar os compromissos, existia a logística caseira, sendo necessário alterar completamente as rotinas, ficando aborrecido não apenas para mim, mas também cá em casa, uma vez que nem todos o tinham ainda apanhado…

 Como as coisas se complicam, também se podem descomplicar… mas o pior acabou por vir a seguir, um quadro clínico onde o pior eram as dores de cabeça, a febre, perda de olfato, um mal estar geral, etc, etc…nada no entanto que  Ben-u-ron, depois Brufen, lá fossem segurando os sintomas de modo a não castigar mais, tanto o corpo como a cabeça…

 Como tenho as três doses, com certeza que se evitou outras consequências, mas mesmo assim, não foi nada fácil. Dá para imaginar o que terá sido com milhões de pessoas que apanharam Covid ainda sem qualquer dose de vacinas.

 Agora estou na fase final do isolamento, julgo que o pior já passou e, espero que não deixe consequências. Gostava de deixar uma nota para o serviço da saúde 24. Funcionou muito bem, com acompanhamento, mais que uma vez, durante o isolamento.

 Dizem-me agora, - "estás mais descansado para o verão!", mas claramente, dispensava muito bem esta eventual imunização provocada pelo vírus. Embora o meu caso não tenha sido um caso grave, é realmente muito Chato apanhar o Covid!

Vitor Carvalho

terça-feira, 22 de março de 2022

A incompreensível atitude de Putin

 


À luz dos olhos de um ocidental livre e com valores humanos, é incompreensível esta atitude de Putin.

 Aquelas imagens de cidades destruídas e dos refugiados, particularmente de mulheres e crianças numa fuga desesperada, deixando maridos, pais, irmãos e também uma vida para trás, deixa qualquer um de coração completamente partido.

 Nem nos piores e rebuscados pensamentos achei que fosse possível aqui ao lado, em pleno século XXI, numa Europa que se considera civilizada, esta insensibilidade pela vida humana, em especial quando estão focados em destruir alguém que não tem culpa absolutamente nenhuma por viver naquele local. Faz-me recordar outras atrocidades da história…

 Putin pode querer um grande estado Russo, que possa englobar a Bielorrússia, a Ucrânia e eventualmente outros estados hoje independentes. Uma questão que se coloca desde a época medieval. Putin pode querer proteger a Rússia da Nato. Putin pode achar que o governo de Zelensky é um “bando de drogados” e de extrema direita neonazi, mas decididamente não pode nem tem o direito de destruir desta maneira a vida destes homens, destas mulheres e destas crianças, roubando-lhes todos os sonhos…

 No extremo contrário a esta barbárie, temos a sublime generosidade de muitos povos que acolhem estes refugiados, entre eles naturalmente os Portugueses, mas queria destacar e enaltecer a extrema bondade e generosidade do povo Polaco. Trata-se de um povo BOM.

A guerra aos poucos está a estender-se para além da Ucrânia, vai para já, atingindo em termos económicos, em especial a Europa, mas rapidamente se estenderá ao resto do mundo. Nós Portugueses já estamos e sentir diariamente isso na pele.

Mas pior, a minha preocupação vai aumentando todos os dias - Quem o fará parar? Quem o vai dissuadir de aumentar a escalada e acabar por vir a utilizar em desespero armas nucleares?

A seguir a uma pandemia que acabou por ser universal, temos uma desafio ainda maior pela frente, como será a Europa daqui por alguns anos? Como vão viver os nossos filhos e netos no futuro?

E eu que ingenuamente, ainda há uns dias atrás pensava que o mundo caminhava para um futuro melhor…

 

Vitor Carvalho

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Vou ser Avô!

 Vou ser avô!

 Parece que está por dias, esta grande oportunidade que Deus me está a dar..

A alegria é imensa, nem sei muito bem como me preparar para esse momento. Tenho ao longo destes meses da gravidez da Marta, acompanhado a evolução do bebé na sua barriga, tenho visto e vivido a alegria dos pais, dos tios, dos outros avós, em especial da Miducha, mas também de tantos amigos, têm sido tempos tão bonitos e especiais.

No nosso tempo de avós, já não é como no meu tempo de criança, onde eu via os meus avós como dois velhinhos. Hoje, a grande maioria dos avós estão em plena vida ativa, ainda são muito dinâmicos, com o tempo e o seu dia a dia preenchidos em pleno, mas com uma certeza, a mesma disponibilidade incondicional que um AMOR maior como este pode ter.

Neste período e, com o aproximar da data, tenho tentado fazer uma retrospectiva desde o tempo da primeira gravidez da Miducha, do nascimento e do crescimento da Marta, do Diogo e da Teresinha, num exercício giro com tantas lembranças bonitas e que me têm preparado, para o nascimento do António.

 Dou comigo a lembrar-me de coisas incríveis com os meus filhos, será assim com os netos? Dizem que ainda será melhor, espero que sim.

Hoje sei que já não sou o mesmo que viveu o nascimento da Marta, onde na altura a alegria foi enorme, mas digo-vos com o coração, estou “quase” tão ansioso como naquele ano de 1993…

 
Gostava que os meus netos me vissem como um avô especial, vou fazer tudo por isso, QUERO SER UM AVÔ FANTÁSTICO!

 

Vitor Carvalho

 

 

quinta-feira, 17 de junho de 2021

É bom gozarmos do feriado e desfrutarmos das Festas de Santo António…

 


Todos nós já ouvimos falar e já vimos muitas imagens de Santo António, que como se devem recordar, se carateriza essencialmente por se apresentar vestido de frade e com o menino jesus ao colo.

 O que todos sabem - Nasceu em Lisboa, foi frade Franciscano e morreu em Pádua.

O que só alguns sabem - Chamava-se Fernando Martins de Bulhões e tornou-se num dos grandes Santos da Igreja...

 Para mim até há bem pouco tempo, sabia que o Santo António era o Santo Padroeiro de Lisboa, mas conhecia-o essencialmente por ser um “Santo casamenteiro” e que até tinha um feriado em Junho que lhe era dedicado. Isto era muito pouco ou praticamente nada face à sua real dimensão...

Lembro-me do meu filho em pequenino andar sempre com uma pequena imagem deste Santo, mesmo nas férias levava-a na mala, colocando-a quase sempre na sua mesinha de cabeceira, sendo muitas vezes até motivo de brincadeira dos amigos que iam de férias connosco. Já mais velho, o Diogo tem feito uma coleção de imagens de Santo António, que hoje até já tem alguma dimensão, cerca de 60 a 70 imagens. Eu achava muito giro, tendo até já adquirido algumas peças para a sua coleção.

Mas francamente, não tinha pensado muito profundamente na sua dimensão universal e da grande importância para tantos homens e tantas mulheres por esse mundo fora.

 Quando recentemente ouvi o meu filho dizer que queria fazer a sua tese de mestrado sobre Santo António, aí percebi que tinha que entender mais, mas muito mais sobre aquele Santo que chamavam de casamenteiro e que até me dava há vários anos um feriado…

 Isso levou-me a ler e a estudar alguma coisa, tentando descobrir e conhecer a sua história e como conseguiu ser tão grande e tão reconhecido por esse mundo fora.

 Foi um homem enorme, nasceu em Lisboa entre 1191 e 1195, oriundo de uma família abastada, cresceu na zona da Sé de Lisboa, onde terá feito os primeiros estudos. Com cerca de 19 anos foi para Coimbra onde se ordenou sacerdote. Diz-se que em Coimbra se resguardava muito numa grande e valiosa biblioteca. Na altura já se lhe notavam grandes dotes de orador e de grande conhecimento.

Igualmente em Coimbra conhece alguns freis Franciscanos e entusiasma-se pelo fervor e radicalidade destes homens.

Depois de algumas peripécias na sua vida, dizem que regressava de Marrocos e por motivo de uma enorme tempestade, vai parar à Sicília onde vem a conhecer e a tornar-se amigo de São Francisco de Asis.

Este grande pregador, protetor de coisas perdidas, de casamentos e dos pobres torna-se no Santo do milagres.

Morre em Pádua em 13 de Junho de 1232, com cerca de 40 anos.

Podia dizer-se muito mais, mas deixo aqui apenas este desafio: - não aproveitem apenas o feriado de 13 de Junho, leiam e descubram mais sobre um dos Santos mais populares da igreja católica. Vão, tal como eu, ficar apaixonados pela sua vida e obras. Esta admiração vai com certeza ultrapassar em muito, não apenas as pessoas que profetizem ou estejam ligadas à religião católica.

 

Vitor Carvalho

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Carta à minha filha... que vai casar...



Minha querida Marta 😍,

O teu grande dia está a chegar! Vais realizar o teu sonho, entrar na igreja com um lindo vestido de noiva…

 Quando tinhas 15 anos escrevi um pequeno texto sobre ti, onde dizia:

 – “Apesar de ser difícil para este pai “galinha”, aos poucos vai aceitando a sua emancipação…. cá em casa vamos fazer tudo para que se torne numa adulta com personalidade, livre, responsável e acima de tudo, FELIZ…” “…Aquela menina que tinha muitos caracóis e olhos “achinesados”, que normalmente se portava muito bem, aquela menina que tinha sempre muitos “porquês”, aquela menina que transbordava de energia, de alegria e de boa disposição…”

 Já se passaram muitos anos desde esses dias em que te pegava ao colo, de quando te carregava às cavalitas, de quando te levava à escola, das brincadeiras e das corridas atrás de ti, de quando te contava aquelas histórias, mas como o tempo passa. Por vezes ainda sonho com esses momentos, foram tão bons...

Quero também dizer-te que tenho imenso orgulho em ti, sinto-me verdadeiramente abençoado por te ter como filha.

 És das pessoas mais bonitas que eu conheço, alguém que todos gostam e simpatizam, tornaste-te numa mulher muito forte, que foi ultrapassando etapas, algumas mais difíceis e que foram necessários alguns sacrifícios e espirito muito resiliente, mas acabaste sempre por superá-las.

 Como sabes, casar é um grande desafio, é um passo tremendamente importante, mas também muito saudável. É um desafio que não é apenas teu, é um desafio a dois, teu e do António, mas como é um sonho partilhado, Deus vai com certeza estar convosco.

 Sei que andas muito ansiosa, preocupada e nervosa, mas vai tudo correr bem. Nós também estamos todos muito ansiosos, eu, a mamã, o Diogo e a Teresinha, mas acima que tudo, estamos muito tranquilos e cheios de vontade de te ver concretizar este sonho.

Claro que vamos sentir a tua ausência no dia a dia, vamos sentir a falta desse teu ruído “bom”… da tua alegria, da tua força, do teu falar alto, dos teus ralhetes à Teresinha, dos teus conselhos, da tua forma simples de ver as coisas, mas como alguém me dizia… Estremoz é já ali…

Termino com um sincero desejo, Vai correr tudo bem e ESPERO QUE CONTINUES FELIZ E NUNCA DEIXES DE SORRIR, MINHA LINDA PRINCESA!

 

O PAPÁ

domingo, 7 de fevereiro de 2021

A infantilidade de dizer “BOM DIA”


Depois de nos últimos dias, termos sido bombardeados com notícias sobre as várias trapalhadas que vão acontecendo um pouco por todo o lado, onde políticos “espertos” vão torneando as regras, tendo o desplante de dizer que  devem ser prioritários na toma da vacina porque o que está em causa não são as pessoas, mas o de “assegurar a autonomia do estado”. “Tá bem! Tá bem!!!”, estamos todos a ver…

Às explicações da direita e da esquerda sobre a eventual ameaça do “Chega”, quando me parece que se realmente existir alguma ameaça, a responsabilidade é naturalmente dos políticos que não conseguiram convencer todos aqueles que votaram no “Chega”. Também temos as confusões da campanha de vacinação. Para uns está a correr normalmente e para outros, uma desgraça. Às vezes faltam as vacinas, outras as seringas e algumas ocasiões os enfermeiros. Estamos sinceramente a ficar fartos e a perder a esperança nesta luz que parecíamos estar a ver ao longe.

 Hoje, mais uma vez, depois de ler a entrevista da ministra da saúde, Marta Temido, na Visão, voltei a desanimar. Fico com a sensação que as coisas infelizmente não estão nada “controladas”. Logo eu, que no início desta campanha de vacinação estava com tanta esperança (escrevi um artigo no meu Blog - Embora ainda não esteja tudo resolvido, a esperança é real).

Como habitualmente, fui fazer a minha corrida matinal. Apesar das rotinas se tornarem diferentes, não posso deixar este hábito que me faz tão bem.

 Fui correr no local habitual, tendo-me cruzado com dezenas de pessoas. Fui ultrapassado por muitos e também ultrapassei uns quantos, mas poucos. Havia poucos conhecidos, e a esses o normal levantar o braço e um piropo próprio deste desporto, “- vais forte”, “- tás fraquinho”, etc…

Como tenho corrido pouco, ando mesmo mais fraco e muito mais lento. Naturalmente tem vantagens, conseguimos apreciar melhor tudo o que nos rodeia. Entretanto passou por mim uma senhora de bicicleta, nada de especial, fez como dezenas de pessoas, “NADA”. Atrás, primeiro um menino de bicicleta, ultrapassou-me, olhou para mim e com um sorriso, disse-me “BOM DIA”, maravilhoso… Poucos segundos depois, passou outro menino, esse ainda mais pequeno, não mais de 6 anos, olhou para mim e também com um grande sorriso, me disse “BOM DIA!”

 Nunca tinha visto estes meninos, e eles com certeza também nunca me tinham visto, é a verdadeira infantilidade que nos falta a nós adultos na maioria das vezes.

 Meus amigos, afinal isto não está tudo mal, com a infantilidade que nos deve acompanhar, UM BOM DIA PARA TODOS!

Vitor Carvalho  

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

EMBORA AINDA NÃO ESTEJA TUDO RESOLVIDO, a ESPERANÇA É REAL!

 


2020 foi um ano difícil para muitos de nós, foi mesmo, mesmo muito difícil.

ELOGIO e FELICITO em jeito de homenagem, todos aqueles que nestes meses nunca ficaram em casa, desde os profissionais de saúde, aos profissionais dos lares, das forças de segurança, os ferroviários, os elementos da distribuição, dos supermercados, das farmácias e muitos outros chamados da linha da frente, que asseguraram sempre com enorme dedicação e sentido de missão os serviços críticos do país.

ESSES FORAM OS VERDADEIROS HERÓIS DE 2020.

Quando desejei aos amigos, um bom 2020, nunca imaginei que iriamos viver uma pandemia desta natureza, onde aconteceriam tantas mortes, tantas privações, tantas incertezas, tantos medos, nunca imaginei….

Em Janeiro e Fevereiro ainda tínhamos alguns sonhos… mas rapidamente tudo mudou.

Foram tempos particularmente custosos, onde vivemos num clima de medo e ansiedade permanentes. Estivemos presos em casa, privados do convívio da família e dos amigos, privados de hábitos que julgávamos adquiridos, foi um período onde muitos perderam os seus empregos e rendimentos, onde muitos morreram, outros ficaram doentes, alguns com gravidade, foi sempre um tempo de muito receio e incerteza...

Nunca, nem nos piores sonhos supus ver o mundo desta forma.

Agora, chegou a ESPERANÇA, essa VACINA que nos poderá libertar. Veio criar-me a incrível sensação do que poderão ter sentido alguns povos quando se libertaram de regimes opressivos. – Vem aí a liberdade!

A genialidade dos cientistas, conjugado com os esforços globais únicos, permitiu o desenvolvimento em tempo recorde desta vacina, que parece milagrosa.

Foi na verdade um grande feito cientifico…

Esses CIENTISTAS TAMBÉM FORAM OS HERÓIS DE 2020.

Esperamos todos que 2021, agora sim, COM UMA ESPERANÇA REAL, seja o MELHOR DE TODOS que vivemos até hoje.

 Vitor Carvalho

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

NATAL SEM OS AMIGOS...




 


Olá caros amigos! Desculpem ser desta forma e não como era habitual, estar presente e com abraços, mas as circunstancias não nos permitem fazer de outra forma…

Sinto-me estranho, uma vez que sou muito agarrado aos amigos e agora não vamos poder organizar a habitual festa,  abraçar-vos e desejar-vos a todos pessoalmente um Feliz Natal.

Nós, que antes estávamos habituados a constantes convívios, hoje apenas utilizamos o WhatsApp, para pequenas conversas, partilhas, brincadeiras, anedotas, etc, acabamos por sentir ainda mais esta “distância”.

Embora toda esta mudança na nossa forma de viver, não podemos perder estes laços que nos unem há muitos anos, e aproveitar para dizer a cada um a importância que temos na vida uns dos outros.

Neste Natal diferente, onde não vamos poder partilhar muitos afetos, desejo especialmente, que todos possamos estar com o coração junto dos nossos familiares e amigos, fazendo votos para que 2021 seja repleto de SAÚDE, que consigamos viver grandes momentos e que seja o MELHOR DE TODOS.


Vitor Carvalho

Seis meses de distância, um mundo de novas descobertas

  Hoje está a ser um dia emocionalmente difícil cá em casa. Para mim, para a Miducha e, acredito, também para a Teresinha, embora ela enfren...